Diversidade de gênero: sua marca tem que focar nesse público

Na atualidade há um grande debate sobre a diversidade de gênero. Enquanto algumas pessoas se sentem “ofendidas” pela orientação sexual de algumas pessoas, outras desejam e defendem (com razão) a maior aceitação das minorias, que evidentemente precisam de maior apoio. O sucesso de personalidades como Pablo Vitar fez com que marcas se aproximem não somente desse público mas das pessoas que compartilham e respeitam o estilo de vida de cada indivíduo.

 A hora e a vez da diversidade no marketing

Com os consumidores adotando cada vez mais uma postura esclarecida sobre questões de gênero, a representatividade finalmente começou a ser pauta nas ações de Marketing. Marcas como Avon, Natura e Burger King vem utilizando Drag Queens em suas campanhas publicitárias. O atual cenário abre oportunidades para as empresas utilizarem os modelos conforme os nichos de atuação.

A drag brasileira Pabllo Vittar passou o número de seguidores de Ru Paul, a drag queen mais famosa do mundo, no Instagram. Vittar possui agora mais de 1,4 milhão de seguidores.

No de beleza, por exemplo, o talento para maquiagem é realçado por quem entende dos pinceis, afinal, as drags sabem muito bem utilizar sombras, contornos e cílios postiços. Em 2016, a Avon divulgou sua nova garota propaganda: a Drag Queen Pabllo Vittar. Logo após a postagem, a página da empresa recebeu muitos comentários positivos sobre a iniciativa. Em outra ocasião, a fabricante de cosméticos já havia incluído a cantora transexual da Banda Uó, Mel Gonçalves, em uma publicidade.

Em uma campanha mais recente, a Natura também faz uma celebração à diversidade. Com o conceito “toda beleza pode ser”, a marca mais uma vez convida seus consumidores a se libertarem de paradigmas. O filme “Primeira Vez” é narrado por um homem que conta a sua experiência na busca pela mulher de sua vida. Mas, diferentemente do que se imaginaria, a tal mulher estava dentro dele mesmo. No caso dele, a drag queen Penelopy Jean, famosa artista da cena paulistana. A veiculação está sendo feita nas redes sociais da companhia.

Consumo do público LGBT é até 4 vezes acima da média

O potencial de consumo do mercado LGBT no Brasil é de R$ 418,9 bilhões, o equivalente a 10% da riqueza produzida no país. É o que indica estudo feito há um ano pela consultoria norte-americana Out Leadership. Os números são importantes para mostrar o foco com que empresas como O Boticário, Gol e Skol abordaram, de diferentes formas, casais homossexuais em um movimento que, em alguns casos,  continuou com um intenso debate nas redes sociais contra comentários homofóbicos e ameaças de boicote.

Mas como pequenos empreendedores podem focar esse público em seus negócios. Segundo técnicos do Sebrae, o primeiro passo é estar preparado para atender um público que costuma ser exigente e, por na maioria das vezes não ter filhos, dedica uma fatia maior do orçamento familiar ao lazer.

“Estudos mostram que gays e lésbicas consomem mais bens de luxo, design e moda, além de viajar quatro vezes mais que a média e gastar 30% mais que o turista tradicional”.

 

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