#PraCegoVer: uma ferramenta que aproxima sua marca aos deficientes visuais

Segundo o CENSO de 2010, mais de 18% da população brasileira são deficientes visuais. Se imaginarmos que em 2017 há mais de 207 milhões de brasileiros, ou seja, hoje o Brasil tem mais de 32 milhões de deficientes visuais prontos para consumir sua marca.

Agora fica a pergunta: a sua marca está adaptada para atender esse público? E não é apenas o ambiente físico adaptado mas sim o ambiente virtual com site e redes sociais prontas para atender esse público que viaja, compram roupas, utensílios domésticos, vão a médicos e hospitais e principalmente querem ter uma boa qualidade de vida.

 

#PraCegoVer, uma hashtag pela acessibilidade

Uma iniciativa brilhante e pioneira no Brasil, da professora de Braille baiana – de Salvador – Patrícia Braille, se transformou em projeto graças à força que ganhou com a hashtag #PraCegoVer. A fanpage do projeto descreve que o seu objetivo é “disseminar a cultura da acessibilidade nas redes sociais e tem por princípio a audiodescrição de imagens para apreciação das pessoas com deficiência visual.

Audiodescrição é uma tradução que consiste em transformar imagens em palavras, obedecendo a critérios de acessibilidade, respeitando as características do público a que se destina. É produzida, principalmente, para pessoas cegas, mas tem beneficiado outras como as com dislexia, deficiência intelectual ou com déficit de atenção, por exemplo.

Atualmente, milhares de pessoas cegas usam o Facebook com auxílio de programas leitores de tela capazes de transformar em voz o conteúdo dos sites. Contudo, as imagens necessitam ser descritas, para que os leitores consigam transmiti-las às pessoas com deficiência visual”.

 

O mesmo post na fanpage detalha como as descrições devem ser feitas. “Começo a descrever da esquerda para a direita, de cima para baixo (a ordem natural de escrita e leitura ocidental); Informo as cores: Fotografia em tons de cinza, em tons de sépia, em branco e preto; Descrevo todos os elementos de um determinado ponto da foto e só depois passo para o próximo ponto, criando uma sequência lógica; Gosto de começar pelos elementos menos importantes, contextualizando a cena, e vou afunilando até chegar ao clímax, no ponto chave da imagem”.

TORNE SUA MARCA OU SERVIÇO MAIS ACESSÍVEL A ESSE PÚBLICO

Você pode estar se perguntando: mas  o que minha marca/serviço ganha em implantar esse projeto? David Martins – Consultor de Marketing Digital e Gestor da Porto40 Comunicação Integrada fala que não se trata de ganhar e sim realizar um trabalho de inclusão para que estar mais próximo a um grupo de pessoas. “Quando uma marcar é colaborativa ela cria um afinidade não só com os deficientes visuais, mas com seus familiares, amigos. Isso é agregar valor a marca.” enfatiza Martins.

Implantamos esse projeto no Hospital Beneficência Portuguesa de São Caetano do Sul  . As postagens nas redes sociais e fotos publicadas no Blog do cliente já são utilizadas a audiodescrição. “Tivemos uma grande repercussão do público em geral, com vários comentários positivos e compartilhamentos das postagens nas redes sociais. Estamos implantando o #praCegoVer em outros clientes ” informa Martins.

REDES SOCIAIS ENGAJADAS NA ACESSIBILIDADE

Facebook

A importância do projeto para inclusão dos cegos às informações postadas na maior rede social do mundo é enorme. Para ter uma ideia, de acordo com dados do próprio Facebook, cada vez mais a quantidade de textos nas redes sociais é menor, enquanto a de imagens só cresce, sendo divulgadas aproximadamente 1,8 bilhões por dia.

Twitter

O Twitter disponibilizou um recurso que permite inserir descrições nas imagens postadas no microblog. Com isso, usuários cegos ou com algum tipo de limitação visual poderão saber o que tem na foto ou banner publicado.

Instagram

A elaboração de descrições para fotografias e imagens também pode ser utilizada pelos usuários do Instagram com o auxílio dos leitores de tela.

 

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